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| Fonte da Imagem: Wikipédia e refeita no Canvas |
Quando
pensamos em Machado de Assis, é comum sempre lembrarmos de clássicos como Dom
Casmurro ou Memórias Póstumas de Brás Cubas. Afinal, ele além de ser um dos meus
autores nacionais favorito é um dos maiores nomes da literatura brasileira e mundial,
ele é um mestre na construção de personagens complexos, ironia apurada e
críticas à sociedade.
Tudo
sobre Machado é envolto em suas grandes obras e acabamos esquecendo que ele
também foi um grande mestre em criar contos de terror, eu sempre lembro de dois
contos neste sentido que são A igreja do Diabo e A Cartomante, mas pesquisando
um pouquinho descobri que ele tem muitos outros contos de terror, de sobrenatural
ao psicológico.
E
como eu não consegui fazer um especial na semana Machadiana eu resolvi trazer
aqui no outubroso! E espero que vocês curtam, pois, Machado de Assis tem muito
a nós revelar do quanto ele é um autor maravilhoso e consegue transitar entre
os gêneros. E hoje, convido você a conhecer um escritor que nos arrepia não com
“monstros”, mas com o desconhecido, a superstição e os segredos da alma humana,
vamos lá?
O
terror psicológico de Machado de Assis
Muito
antes de o termo "terror psicológico" se popularizar, Machado já
escrevia histórias que provocavam desconforto, dúvida e tensão como em Dom
Casmurro, a mente de Bentinho é um campo de batalha entre a dúvida e a obsessão
sobre o que era real e o que era imaginário. Seus contos exploram obsessões,
culpa, loucura, crueldade, identidade e os limites da consciência.
São
histórias em que o leitor termina a leitura com mais perguntas do que respostas,
e talvez seja justamente isso que as torna tão memoráveis.
A
Cartomante
Misturando
superstição, destino e suspense, Machado conduz o leitor por uma história em
que cada decisão parece aproximar os personagens de um desfecho inevitável. Começa
com a ambientação de estranheza e o final sendo um dos mais marcantes da
literatura brasileira.
O
verdadeiro terror do conto não está em qualquer elemento sobrenatural, mas na
fragilidade da mente humana diante da incerteza. A superstição, a culpa e a
ilusão de segurança conduzem os personagens a um destino inevitável, mostrando
que, muitas vezes, somos vítimas das próprias escolhas.
A
Igreja do Diabo
Embora
seja frequentemente lido como uma sátira filosófica, o conto também flerta com
o fantástico ao imaginar o próprio Diabo fundando uma igreja. Machado utiliza
essa premissa para refletir sobre a natureza contraditória do ser humano.
À
primeira vista, o conto parece apenas uma narrativa fantasiosa, na qual o Diabo
decide criar sua própria igreja para reunir todos aqueles que desejam viver sem
restrições morais. No entanto, Machado utiliza essa premissa para construir uma
profunda reflexão sobre as contradições do comportamento humano.
Por
que esses contos continuam assustando?
Primeiramente
porque é Machado de Assis e no fim, percebemos que o maior monstro nem sempre é
um fantasma ou uma criatura, nas muitas das vezes, ele habita a mente humana,
de forma não tão direta como em Dom Casmurro e de forma bem direta como em seus
contos. Algo também muito importante é que seus contos não ficam datados e nos
fazem nos refletir por tempos e como já dizia Carlos Drummond Andrade O bruxo do Cosme Velho, realmente será eternizado por seus feitos.
E aí? Já leram algum conto de Machado de Assis? Já passaram por alguma experiência, digamos, assustadora lendo algum conto dele? Deixe aqui nos comentários que eu vou adorar saber.
Espero que gostem! Deseja comprar essas obras? Clique nas imagens!

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Oii, agradeço a visitinha! espero que tenha gostado, sua opinião é muito importante!
Bjus!