Há primaveras que ninguém vê.

 


Nem toda transformação acontece diante dos nossos olhos e algumas começam no silêncio do dia a dia, na rotina, enquanto por fora continuamos exatamente iguais, ou melhor as pessoas nos enxergam iguais e está tudo bem!

Nesses momentos em que essa “coisa” dentro de nós começa a mudar, mas ainda não sabemos nomear o que está acontecendo. Não há flores, grandes recomeços ou aquela sensação bonita de finalmente ter encontrado o caminho. Existe apenas a inquietação de perceber que aquilo que antes fazia sentido já não parece caber tão bem.

Talvez essa seja uma das partes mais difíceis de crescer: entender que nem toda mudança vem acompanhada de certezas, na verdade a maioria vem de muitas incertezas. Amadurecer é perceber que precisamos deixar algumas coisas morrerem dentro de nós para que outras possam renascer.

Abandonando versões antigas ou revendo escolhas e até mesmo mudando de direção, aceitar que alguns sonhos ficaram pelo caminho e descobrir que isso não significa necessariamente que fracassou.

E lembrem-se que a literatura sempre encontrou maneiras de comunicar ao leitor sobre essas transformações, seja por meio de personagens que se perdem, amadurecem, abandonam certezas, enfrentam seus próprios fantasmas ou simplesmente descobrem que já não são as mesmas pessoas de antes.

Talvez você também esteja vivendo uma primavera que ninguém vê e está sempre tudo certo. 

Fonte das imagens: Desenvolvida no Canva!

Há primaveras que ninguém vê. Há primaveras que ninguém vê. Reviewed by Ana Lima on 9/25/2026 Rating: 5

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